sexta-feira, 11 de abril de 2008
Ando por aí, só e abandonado,
Perdido neste pequeno mundo
Estou cheio, estou farto, estou cansado
De andar à deriva, sem destino, sem rumo.
Desejar é fruto proibido
Mas tentar não é pecado
Sem perdão é ser seduzido
Dizer amar sem ser amado.
Naufraguei sem nunca me ter afundado
E estar vivo é ainda uma sorte
Nunca, nunca pensei foi que amar-te
Pudesse ser a causa da minha morte.
1996
quinta-feira, 10 de abril de 2008
The Big Fall
My body is dry
By so many times bleed
Not even blood tears run
And only dust i breathe
It´s a big empty dark feeling
It´s weird, it´s fear
I feel so insecure
Because everything around me
Is really collapsing
Somebody turned the world upside down
Somebody opened the sky
And i fall down into it
I can not stop from falling
I just burn slowly
And they laugh.
I´m naked
And they enjoy it.
I had been humilieted
I had been deserted
I had been worned out.
A spirit whispered at my ear:
You had got out of one´s senses
With too many girls
Times without number
And now you belong here
You don´t have to bow before nobody.
I felt like a little devil
Resting in the darkness
Waiting for a victim
Waiting for revange.
But with love i forgive
With love i ask forgiven
Got out of this nightmare
Let me rest in the big sleep.
1994
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Decálogo de Poesia
Poesia é magia envaidecida
Sentimento de alegria ou infelicidade
Prazer e ansiedade desmedida
Critica a nós próprios ou à sociedade.
É espontaneadade que nos espanta
Uma mão descontrolada
É aquele amor que nos encanta
É a sedução da nossa amada.
É quando a consciência nos abandona
E sozinhos ficamos, desamparados
Com algo que nos pressiona
Com gritos que vêm de todos os lados.
São mil anos de raiva acumulados
A privacidade de um minuto de solidão
É honra, poder e sentimentos degolados
Como que pela força de um furacão.
São espiritos que nos surpreendem
Vozes que se ocultam
Ruidos que nos suspendem
E que a coragem sepultam
É o desejo de demonstrar
Toda a emoção que nos apoquenta
Toda a ilusão que nos faz lutar
É tudo aquilo que um homem enfrenta
É escrever um elogio ou insulto
Poder recitar uma endecha
Ou simplesmente vestir-mo-nos de luto
Por tudo aquilo que para trás se deixa.
É uma palavra, uma frase imprevisivel
Um pensamento, uma omissão inesperada
Pois então, toda esta surpresa não é passivel
De de Poesia ser chamada?
E a Poesia corre-nos nas veias
Como o sangue que vem dentro delas
-Homens! Apaguem as candeias!
E façam Poesia à luz das velas!
Pois o que se diz é Poesia
E o que se pensa Poesia é!
Façam-na de noite e louvem-na de dia
Mas quando o fizerem, por favor
Tirem-lhe o chapéu e façam-no de pé!
1994
terça-feira, 8 de abril de 2008
Hipócritas
Hipócritas! Mostrai-vos ao mundo,
Tirem as máscaras que vos cobrem,
Digam o que são bem lá no fundo!
Vá lá - Porque é que fogem?
Venham, voçês que nos enganam,
Apareçam palhaços da vida!
Então, são tantos os que derramam
A mentira e a bondade desençabida.
Por favor, só umas palavrinhas,
Ou gestos, ou frases, ou conselhos!
Olha para isto! Parecem meninas
A fugir com medo! São uns fedelhos!
Têm medo que vos comam?
Ninguém faz mal a quem disser quem é!
É pena, porque os justos todos tombam
E os hipócritas! para sempre ficarão de pé.
1994
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Both
Let your eyes get into my thoughts
Give and take the pleasure
It´s all you can find
It´s all you can feel
Come close to me
Lets wrap ourselves
In my honey chamber
Let me, i let you, let me
Get in you
Find myself
Please yourself
Together
Together
I hope it´s forever.
I make you bleed
I lick your tears
Trust and believe
Untie your fears
Suck this in
69 now your mine
Love complain
It´s all i can find
So don´t refrain
Love romance
You lost your chance
Now it´s my turn
Come on dance
Let me, i let you, let me
Get in you
Find myself
Please yourself
Together
Together
I hope it´s forever
Suck this in
1994
sábado, 5 de abril de 2008
Amigos
São os amigos que me deixam viver!
Com eles tudo desabafo,
Com eles deixo de sofrer
Em troca de um confidente abraço.
Com eles tudo partilho:
Mágoa, alegria - os sentimentos!
Sempre que fujo do estrilho
São eles que me alegram os momentos.
Da memória deles faço papel,
Das minhas palavras a caneta,
Em tudo o que lhes contei fui fiel
E, da minha vida, nunca lhes escondi uma faceta!
São eles a minha bengala,
São eles o suporte da minha vida,
Será deles que, quando fizer a mala,
Encontrarei uma mão estendida!
1994
quinta-feira, 3 de abril de 2008
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Paroxismo
Culpado dos acontecimentos
Que só a inocência entende,
Por erróneos pensamentos
Que realmente ninguém compreende.
É esta terrivel injustiça
Que afasta a minha razão de ser
É esta a lei que desperdiça
O prazer que eu teria de viver.
Por tudo isto passo
Porém, já habituado estou,
Não sou culpado pelo que faço,
Porque ninguém sabe quem eu sou!
1994
terça-feira, 1 de abril de 2008
Espontâneo
Nasci:
Pedido?
Desta vez passou.
Crescimento?
Estou bem como sou.
Falar?
Obrigaram-me, senão...
Pensar?
(Só quando quero) Não!
Época?
Poderia ser melhor.
Vida?
Droga inconsciente.
Sociedade?
Cada vez pior.
Amigos?
Em cheio!
Mulheres?
Melhor é impossivel.
Familia?
Nojo e sobrevivência.
Religião?
Peço perdão.
Morrer?
Ainda não!
1994
Subscrever:
Mensagens (Atom)

