quarta-feira, 16 de abril de 2008


Fazia frio; Chovia e ventava,
E eu tremia gelado, aconchegado,
E sonhava desejado, por quem amava,
Em ter-te aqui, por um minuto, a meu lado.

O calor apertava; Escaldante e tórrido,
E eu suava, desesperado, cortada a respiração
Pelo ambiente que se criava, surdo e mórbido.
Mas eu ouvia o teu silêncio, o teu coração.

Pensava o quanto de ti preciso,
Do teu abraço, do teu olhar, do teu sorriso.
Da magia dos teus lábios nos meus fundidos,
A de duas almas com sentimentos unidos.

Mas olhava para cima e esperava,
Num incógnito de imagens, de ruídos,
Seduzido por gestos e olhares atrevidos,
Eu sentia medo e coragem, alegria e tristeza,
Contudo olhava, pensando, para o barco que navegava,
No que é que eu sentia? Eu sentia...nada!
Como se nada me impedisse de ignorar o que se passava.

Verdade é: carne fraca na tentação!
Cada gesto, cada olhar um prego na cruz,
Por um crime, por um pecado - que não tem perdão?
E quem é Cristo, é o tentado ou quem seduz?

Tudo isto porque não sinto o teu abraço, a tua mão, o teu beijo.
Porque não vejo a tua luz, o teu fogo, o teu calor,
Nem a tua garra, a tua força, o teu desejo.
Não sinto o que quero sentir...o teu amor.

Por favor não me deixes fugir!
Abraça-me, agarra-me, prende-me.
Peço-te, porque também não quero ir.

Tenho medo!

1994

terça-feira, 15 de abril de 2008

Adejo


Quero fugir!
Fugir, fugir de tudo e todos,
Quero sair e ser livre,
Sair desta gaiola e voar.
Quero dançar a valsa da liberdade,
Correr e gritar,
Fugir do medo,
Das leis!
Quero alimentar os meus sonhos.
Quero ser eu!
Correr para longe sem olhar para trás,
Gritar contra o vento,
Molhar-me e andar nú,
Olhar para o céu e lá ficar
E descer sem que ninguém me puxe.
Quero ter-me a mim,
Só a mim e quem eu quiser!
Não ter ninguém atrás nem à frente:
Muitos e todos a meu lado.
Mas numa noite,
Ah! Essa noite,
Alguém que sou eu,
Alguém que é a morte,
Em seus braços me vai levantar
E juntos voaremos sobre o mar,
Para longe, para sempre...

1994

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Duck


She´s at the corner
And she´s not alone
She´s looking at you
Like saying come on

You have to hold on
You have to hold on

She said hello
And you stand like a sitting duck
This is your turn
Don´t through it away

But you have to go alone
But you have to go alone

She´s startled you
No way to run
No way to hide
So you have to give it up

Now you are alone
Now you are alone

There´s nothing to do
There´s nothing to say
You´ve chased her
She´s getting away

Now there´s nobody to run for
Now there´s nobody to run for

1994

domingo, 13 de abril de 2008


Loucura, sanidade mental,
Criatura ferida sem cura,
Achada e perdida no mal,
Devaneia noutro mundo, alheio!
Criado!? Em tentação incerta,
Realeza sem pureza,
Que tal? É louco? É real!...
Fútil e inútil é necessário,
Eles perseguem-me
Fujam! Fujam! Fujam!
E...descansem!

1996

sábado, 12 de abril de 2008


I´m walking on the other side
Persecuted by white shadows
Crushing red roots
That turn into blood
The sky is black
The sun is naked
There´s a little body walking
With a head on the lead
Two men
One little woman
One dog
And a cat on the road
Everybody looking at me
I found a witch in her broom
With a crystal ball, a bag and a stone
The broom is to fly
The crystal ball is to see
The bag is to put me inside
And the stone is to throw me
I asked her:
What is happening with me?
Is this dream a nightmare
Or could it be reality?
And she said:
The sky is black because you can´t see
The sun is naked because you´re free
And about the little body,
Is something that you´ll never understand
The little body is you
And the head is your best friend.

1994

sexta-feira, 11 de abril de 2008


Ando por aí, só e abandonado,
Perdido neste pequeno mundo
Estou cheio, estou farto, estou cansado
De andar à deriva, sem destino, sem rumo.

Desejar é fruto proibido
Mas tentar não é pecado
Sem perdão é ser seduzido
Dizer amar sem ser amado.

Naufraguei sem nunca me ter afundado
E estar vivo é ainda uma sorte
Nunca, nunca pensei foi que amar-te
Pudesse ser a causa da minha morte.

1996

quinta-feira, 10 de abril de 2008

The Big Fall


My body is dry
By so many times bleed
Not even blood tears run
And only dust i breathe
It´s a big empty dark feeling
It´s weird, it´s fear
I feel so insecure
Because everything around me
Is really collapsing
Somebody turned the world upside down
Somebody opened the sky
And i fall down into it
I can not stop from falling
I just burn slowly
And they laugh.
I´m naked
And they enjoy it.
I had been humilieted
I had been deserted
I had been worned out.
A spirit whispered at my ear:
You had got out of one´s senses
With too many girls
Times without number
And now you belong here
You don´t have to bow before nobody.
I felt like a little devil
Resting in the darkness
Waiting for a victim
Waiting for revange.
But with love i forgive
With love i ask forgiven
Got out of this nightmare
Let me rest in the big sleep.

1994

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Decálogo de Poesia


Poesia é magia envaidecida
Sentimento de alegria ou infelicidade
Prazer e ansiedade desmedida
Critica a nós próprios ou à sociedade.

É espontaneadade que nos espanta
Uma mão descontrolada
É aquele amor que nos encanta
É a sedução da nossa amada.

É quando a consciência nos abandona
E sozinhos ficamos, desamparados
Com algo que nos pressiona
Com gritos que vêm de todos os lados.

São mil anos de raiva acumulados
A privacidade de um minuto de solidão
É honra, poder e sentimentos degolados
Como que pela força de um furacão.

São espiritos que nos surpreendem
Vozes que se ocultam
Ruidos que nos suspendem
E que a coragem sepultam

É o desejo de demonstrar
Toda a emoção que nos apoquenta
Toda a ilusão que nos faz lutar
É tudo aquilo que um homem enfrenta

É escrever um elogio ou insulto
Poder recitar uma endecha
Ou simplesmente vestir-mo-nos de luto
Por tudo aquilo que para trás se deixa.

É uma palavra, uma frase imprevisivel
Um pensamento, uma omissão inesperada
Pois então, toda esta surpresa não é passivel
De de Poesia ser chamada?

E a Poesia corre-nos nas veias
Como o sangue que vem dentro delas
-Homens! Apaguem as candeias!
E façam Poesia à luz das velas!

Pois o que se diz é Poesia
E o que se pensa Poesia é!
Façam-na de noite e louvem-na de dia
Mas quando o fizerem, por favor
Tirem-lhe o chapéu e façam-no de pé!

1994

terça-feira, 8 de abril de 2008

Hipócritas


Hipócritas! Mostrai-vos ao mundo,
Tirem as máscaras que vos cobrem,
Digam o que são bem lá no fundo!
Vá lá - Porque é que fogem?

Venham, voçês que nos enganam,
Apareçam palhaços da vida!
Então, são tantos os que derramam
A mentira e a bondade desençabida.

Por favor, só umas palavrinhas,
Ou gestos, ou frases, ou conselhos!
Olha para isto! Parecem meninas
A fugir com medo! São uns fedelhos!

Têm medo que vos comam?
Ninguém faz mal a quem disser quem é!
É pena, porque os justos todos tombam
E os hipócritas! para sempre ficarão de pé.

1994

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Both


Let your eyes get into my thoughts
Give and take the pleasure
It´s all you can find
It´s all you can feel

Come close to me
Lets wrap ourselves
In my honey chamber
Let me, i let you, let me

Get in you
Find myself
Please yourself
Together
Together
I hope it´s forever.

I make you bleed
I lick your tears
Trust and believe
Untie your fears

Suck this in

69 now your mine
Love complain
It´s all i can find
So don´t refrain
Love romance
You lost your chance
Now it´s my turn
Come on dance
Let me, i let you, let me

Get in you
Find myself
Please yourself
Together
Together
I hope it´s forever

Suck this in

1994