sexta-feira, 25 de abril de 2008
Estrela que brilhas no céu
Diz-me o porquê de existir
Regras forçadas pelo passado
E não pelo futuro que há-de vir.
Diz-me o que vês daí de cima,
O que de tão longe consegues vêr
E eu de tão perto nada descubro.
Fujo das perseguições,
E perseguem-me com elas.
Não há culpados, não os há!
Mas só pergunto porquê (?)
Porquê os "porquês"?
Não deixes de brilhar no escuro,
Ensina-me a ver o que vês,
Ensina-os a acreditar no futuro,
E explica-me o porquê dos "porquês"!
1997
quinta-feira, 24 de abril de 2008
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Completamente alheio ao que me rodeia
Escondido dos olhares ficticios
Continuo a ser perseguido
Pela mesma imagem, pela mesma sombra
Não pertenço a isto, não sou disto!
E a minha origem continua a chamar-me
Continua a puxar-me para o logos.
Lá! Não sei! Não sei! Não sei!
Não tenham medo, não tenham pena!
1996
terça-feira, 22 de abril de 2008
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Um homem passava
Na rua ao luar
Um cão uivava
Outro a ladrar
Um sonho voava
Na noite vazia
Cheirava a medo
Já não era cedo
Era hora de terror
Deixara o amor
Como um gato a miar
Gritos e gemidos
Perdeu os sentidos
Já não sabia amar
Recusou os pedidos
De uma boca amarela
Fugia e queria
Perder a mania
De matar por ela
Gato preto que seduz
Uma galinha na cruz
Levantou assim a mão
E no brilhar do luar
Pediu então perdão
Destroçado o coração
Que deixara de sonhar
Uma seta directa
Cuspida pelo fogo
E pelas costas foi
Apunhalado de novo.
1996
sábado, 19 de abril de 2008
We used to be like two children
Sharing their innocent desire
Our love was strong like wood
But now burns in a big fire.
I look around me
And there is no one here
I don´t understand why
Why you disappeared
The bird won´t sing anymore
Your flowers are now petals and thorns
I don´t know what to fight for
Because, like everything, our love gones.
I just want one reason
This time i will not stand
I want to know if it is just a season
Or if you run to another man.
1994
sexta-feira, 18 de abril de 2008
quinta-feira, 17 de abril de 2008
I open the door and look to the sky
With my friend, with my teddy bear
I´m prepared to run and even to die
Because i´m going to nowhere
Life it´s a killer in the night,
In the day and forever long.
No i don´t want more to fight.
No i don´t want more to hide.
No i don´t want more to see.
I want to scream: No
Someone is telling me:
Go, Go, Go!
Every kind of women, every kind of men
Poors and richs, healthy end sicks
Everyone is fighting, no one to defend.
Old people and young ones,
The weaks and the strongs.
Family is the worst of all wars,
House is the worst of all warriors.
And then you ask me: Why you run?
I run to not to die, i run to have fun.
1994
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Fazia frio; Chovia e ventava,
E eu tremia gelado, aconchegado,
E sonhava desejado, por quem amava,
Em ter-te aqui, por um minuto, a meu lado.
O calor apertava; Escaldante e tórrido,
E eu suava, desesperado, cortada a respiração
Pelo ambiente que se criava, surdo e mórbido.
Mas eu ouvia o teu silêncio, o teu coração.
Pensava o quanto de ti preciso,
Do teu abraço, do teu olhar, do teu sorriso.
Da magia dos teus lábios nos meus fundidos,
A de duas almas com sentimentos unidos.
Mas olhava para cima e esperava,
Num incógnito de imagens, de ruídos,
Seduzido por gestos e olhares atrevidos,
Eu sentia medo e coragem, alegria e tristeza,
Contudo olhava, pensando, para o barco que navegava,
No que é que eu sentia? Eu sentia...nada!
Como se nada me impedisse de ignorar o que se passava.
Verdade é: carne fraca na tentação!
Cada gesto, cada olhar um prego na cruz,
Por um crime, por um pecado - que não tem perdão?
E quem é Cristo, é o tentado ou quem seduz?
Tudo isto porque não sinto o teu abraço, a tua mão, o teu beijo.
Porque não vejo a tua luz, o teu fogo, o teu calor,
Nem a tua garra, a tua força, o teu desejo.
Não sinto o que quero sentir...o teu amor.
Por favor não me deixes fugir!
Abraça-me, agarra-me, prende-me.
Peço-te, porque também não quero ir.
Tenho medo!
1994
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